Quero aplicar a miña ciencia á lingua para pintar a face do noso maior ben colectivo: o galego







domingo 06 xaneiro 2013

Sejamos mal educados

por Valentimm Fagim en Sermos Galiza:


Muitos de nós retemos na retina aquele cartum do Quino onde miúdos naturalmente diferentes, deslocando-se numa fita transportadora, entravam num edifício para acabar por saírem do mesmo perfeitamente homogeneizados. O edifício em questão era um centro educativo.
A maioria de nós passou uma média de 12 anos no sistema escolar obrigatório o que pode dar para várias dezenas de docentes diferentes. São muitos. O que me sempre me chamou a atenção é que nenhum deles me descobrisse que a língua da Galiza era mundial, nem que fosse por acaso, nem que fosse numa aula mais distendida do habitual, sequer como um comentário ao ar para completar os 55 minutos precetivos de docência. Costumo colocar essa pergunta ao público nos ateliês e palestras em que participo para constatar que o meu caso, infelizmente, é o mais alargadamente comum.
Ora, o que sim ficou no meu disco rígido enquanto estudante era que o castelhano era mundial. Era falado em muitos países, com formas diferentes, mesmo muito diferentes mas isso ia em benefício da sua riqueza. Esta focagem formava e forma parte do currículo escolar e dos manuais obrigatórios. É o que todos e todas mamamos. No entanto, no caso do galego o esquema é diferente. Ambas as atitudes transparecem num site que se tornou de obrigada consulta, a wikipédia.
Se pegamos na versão em espanhol lemos:
Las variedades geograficas del espanol difieren entre si por multitud de razones. En aspectos de vocabulario, se dan notables diferencias especialmente en determinados ambitos semanticos, como la nomenclatura de las frutas y verduras, vestimentas y articulos de uso cotidiano.
Como en cualquier lengua, especialmente cuando se distribuye por un dominio geografico extenso, el espanol presenta diversas variedades internas que permiten distinguir a sus hablantes segun su pronunciacion, sus construcciones gramaticales y su vocabulario.
A metáfora podia ser um vasto horizonte que se mostra infinito.
Se apanhamos a versão em galego ilg-rag a focagem é uma outra:
As diferenzas entre galego e portugues xa proveñen do galego medieval, onde en textos antigos xa se comeza a confundir as sibilantes xordas coas sonoras, conservadas en Portugal, asi como outras pequenas variacions en morfoloxia (disso fronte a disse..).
A metáfora podia ser um muro que não deixa ver nada mais que o nosso umbigo.
É por isto que devemos ser mal-educados e saltar este muro. Não só os alunos e alunas que num galego mundial vão ser mais felizes e vão receber mais benefícios como também as professoras e professores nomeadamente porque vão fazer um grande serviço a pessoas de cuja educação são responsáveis.

Ningún comentario:

Publicar un comentario