por Carlos Calvo, no Sermos Galiza:
Os relatos do “contrato social” o “consenso” ou a “democracia” constituem a cobertura mitológica –a sociodiceia- de origem arbitrária e violenta dos regimes políticos que nos governam, como o saído da Transiçom. “A cada instante da sua existência –dim os Tiqqum-, a polícia lembra-lhe ao Estado a violência, a trivialidade e a obscuridade da sua origem”. O regime lingüístico galego, saído da criaçom da Autonomia e que arrastamos até hoje, nom é umha excepçom. Instaurado de jeito autoritário polos sobreviventes do franquismo contra um modelo prévio mais democrático e contra a vontade da imensa maioria da gente implicada na restauraçom do idioma –professorado, sindicatos, associaçons culturais, partidos políticos, intelectuais, etc.- a essência do Decreto Filgueira apreende-se no funcionamento da sua polícia: cumplicidade com os incumprimentos a nível normalizador; guerra aberta contra a heterodoxia normativa. Nengum professor foi sancionado por negar-se a dar as suas aulas em galego em quanto se perseguia todo um colectivo que dava ao seu alunado umha visom mais plural da língua galega.