por Carlos Garrido no Nós Diario:
Nas condiçons em que o galego chegou ao decénio de 1980 –muito precárias polo que ao seu corpus, status e prestígio social di respeito–, só a execuçom resoluta por parte da administraçom de um programa de regeneraçom lingüística que, com inteligência e convicçom, abordasse eficazmente cada um desses ámbitos deficitários –e do qual, de forma indispensável, deveria fazer parte essencial um reintegracionismo conseqüente– teria tido algumha oportunidade real de conseguir para a nossa língua na Galiza um estado próximo da normalidade cultural. Na ausência de tal programa e praxe, governada desde entom a Galiza por partidos do nacionalismo espanhol que, no máximo, fam concessons lingüístico-culturais a um regionalismo inócuo, etnográfico, o gal., hoje, continua a padecer enormes défices no seu corpus, no seu status e no seu prestígio social efetivo. Agora, no segundo decénio do séc. XXI, como conseqüência de esse gal. concorrer no seu território com o potente castelhano –eficazmente promovido polo Estado–, a nossa língua caminha com passos certos para umha próxima extinçom social, dizimada no número de utentes novos, menorizada pola sua formalizaçom isolacionista e sem prestígio comunitário efetivo. Se o gal. fosse um edifício, agora estaria a piques de ruir; se fosse um doente, estaria à beira da morte. Os desastres arquitetónico e sanitário seriam inassumíveis para a administraçom, mas o poder autonómico nom está preocupado com o abrupto declínio do gal.: para ele, é lei natural, de modo que o combate entre o competidor caquético e o competidor robusto deve continuar sem efetiva intervençom do árbitro político.
